Como lidar com uma pessoa amada que tem o TPB

Oi pessoal!

Esse é um texto muito bom que tirei do site http://www.borderlinepersonalitydisorder.com/ (Nacional Education Alliance for Borderline Personality Desorder) e fala um pouco dessa relação com a família e a pessoa com TPB. Ele tem várias dicas ótimas ;)

Depois posto um que fale sobre relação amigos e/ou namorados(as).

Joguei no googletradutor e fiz algumas correções, mas não muitas porque o texto é grande e estou sem tempo.

Então, vamos lá?

OBJETIVOS: Vá devagar!

1. Lembre-se que a mudança é difícil de conseguir e cheia de medos. Seja cauteloso ao sugerir que um progresso “grande” e dizer “Você pode fazer isso”. Progresso evoca temores de abandono.

As famílias das pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem contar inúmeras histórias de casos em que seu filho ou filha entrou em crise quando essa pessoa estava começando a funcionar melhor ou assumindo mais responsabilidades. A melhora com uma recaída é confusa e frustrante, mas tem uma lógica para isso. Quando as pessoas fazem o progresso – através do trabalho , ajudando em casa, diminuindo os comportamentos auto-destrutivos, ou que vivem sozinhos, eles estão se tornando mais independente. Eles correm o risco de que aqueles em torno deles que têm apoiado na causa, protegendo-os vão se afastar, concluindo que seu trabalho está feito. A prestação da assistência emocional e financeira podem, em breve secar, deixando a pessoa a cuidar de si mesma no mundo. Assim, surge o medo do abandono. Sua resposta ao medo é uma recaída. Eles não podem tomar uma decisão consciente para a recaída, mas o medo e a ansiedade podem levá-los a usar velhos métodos de enfrentamento. dias perdidos no trabalho, auto-mutilação, uma tentativa de suicídio, ou um ataque de hiperfagia ou de consumo exagerado de compras ou uso e drogas pode ser um sinal que permite a todos a sua volta saber que o indivíduo permanece em perigo e precisa de sua ajuda. As recaídas podem obrigar aqueles ao seu redor a assumir a responsabilidade por ela, através de medidas de proteção, tais como a hospitalização. Depois de hospitalizada, ela voltou ao seu estado mas regrediu no momento em que ela não tem responsabilidades, enquanto outros tomam conta dela.

Quando aparecem sinais de progresso, os membros da família podem reduzir o risco de recaída, não mostrando muita empolgação sobre o progresso e alertando o indivíduo a se mover lentamente. É por isso que os membros mais experientes da equipe do hospital devem dizer a pacientes borderline, durante a terapia, que se sentem confiantes quanto às suas perspectivas, mas que sabem que o paciente vai enfrentar muitos problemas pela frente. Embora seja importante reconhecer o progresso com um tapinha nas costas, é entretanto necessário para transmitir a compreensão que o progresso é muito difícil de alcançar. Isso não significa que a pessoa não possa superar seus conflitos emocionais. Você pode fazer isso, evitando declarações como: “Você fez um grande progresso”, ou “Eu estou tão impressionado com a mudança em você.” Essas mensagens significam que você acha que eles estão bem ou sobre os seus problemas anteriores. Mesmo as declarações de garantia, tais como: “Isso não foi tão difícil”, ou “Eu sabia que você poderia fazer isso”, sugiro que você minimize sua luta. Uma mensagem como “Seu progresso mostra o esforço real. Você trabalhou duro. Estou feliz que você foi capaz de fazê-lo, mas eu estou preocupado que isso tudo é muito estressante para você “, pode ser mais empáticas e menos arriscada.

2. Abaixe suas expectativas. Estabeleça metas realistas que são atingíveis. Resolver problemas grandes em pequenos passos. Trabalhe em uma coisa de cada vez. Os objectivos a longo prazo podem levar ao desânimo e ao fracasso.

Embora a pessoa com BPD possa ter muitas vantagens óbvias, como inteligência, ambição, boa aparência e talento artístico, ela ainda assim é prejudicada por graves vulnerabilidades emocionais quando ela se põe a fazer uso desses talentos. Geralmente a pessoa com TPB e seus familiares têm aspirações, com base nestes pontos fortes. O paciente ou sua família pode empurrar para o retorno à faculdade, a pós-graduação, ou um programa de treinamento que irá prepará-la para a independência financeira. Os membros da família pode desejar ver paciente em seu próprio apartamento e cuidar de si mesma de forma mais independente. Alimentada por essas grandes ambições, uma pessoa com TPB terá um grande passo de cada vez. Ela pode insistir em voltar em voltar a faculdade integralmente , apesar de ter passado por internações recentes, por exemplo. O problema é que isso pode levar levar a uma exposição inadequada da raiva, para um ato auto-destrutivo, se sentiu-se ser um fracasso total , gerando ansiedade que o sucesso na escola levaria a diminuição da preocupação dos pais. A questão principal sobre o sucesso na arena profissional é a ameaça de independência muito desejada, mas cheia de medo do abandono. O resultado de um passo muito grande em frente de uma só vez é muitas vezes uma chance de cair na direção oposta, como o balanço de um pêndulo. A pessoa geralmente tem recaídas e volta a um estado de regressão e pode mesmo exigir internação.

Uma tarefa muito importante para as famílias está em abrandar o ritmo em que o paciente procura alcançar objetivos. Diminuindo o ritmo, que impedessam a oscilações do pêndulo, conforme descrito, e evitar experiências de fracasso que se funde com a confiança do indivíduo de si mesmo. Ao diminuir as expectativas e estabelecendo pequenas metas a serem alcançados passo a passo, os doentes e as famílias têm maiores chances de sucesso, sem reincidência. Metas devem ser realistas. Por exemplo, a pessoa que deixou a faculdade em meados do semestre depois de ficar deprimido e com uma tendência a tentar suicídio muito provavelmente não poderia voltar a tempo pleno na faculdade, apenas alguns meses depois e esperar o sucesso. Uma meta mais realista é a pessoa tentar um curso por vez, enquanto ela está se estabilizando. As metas devem ser alcançados em pequenos passos. A pessoa com TPB que sempre morou com os pais pode não ser capaz de ir direto da casa de seus pais para morar sozinha. O plano pode ser dividido em etapas menores, nos quais ela se move primeiro para uma casa de recuperação, e depois em um apartamento supervisionado. Só depois que ela conseguiu alguma estabilidade nas configurações que ela deve tomar o importante passo de viver sozinho.

Os objetivos não devem apenas ser dividido em etapas, mas elas devem ser tomadas em um passo de cada vez. Por exemplo, se o paciente ea família têm objetivos tanto para a conclusão da escola e uma vida independente, pode ser mais sábio para trabalhar em apenas um dos dois objetivos ao mesmo tempo.

FAMÍLIA E AMBIENTE

3. Manter as coisas calmas e com tranquilidade. Apreço é normal. Tom mais baixo. A discordância é normal. Tom mais baixo, também.

Essa diretriz é um lembrete da mensagem central do nosso programa educacional: A pessoa com TPB é prejudicada em sua capacidade de tolerar o estresse no relacionamento (ou seja, a rejeição, críticas, discordâncias) e pode, portanto se beneficiar de um ambiente calmo em casa, calmo . É fundamental ter em menteo quanto que as pessoas com TPB lutam emocionalmente a cada dia. Apesar de sua experiência interna pode ser difícil de explicar o que sentem. Vamos explicá-lo, resumindo em três desvantagens: afeto descontrole, a intolerância de solidão, e pensando em preto e branco.

Para rever:

Descontroles afetam:

Uma pessoa com BPD tem sentimentos que flutuam dramaticamente no decorrer de cada dia e que são particularmente intensos. Essas emoções duramente os atingem. Nós todos experimentamos sentimentos tão intensos, às vezes. Tomemos por exemplo a sensação de coração batendo forte e pavor que você pode sentir quando de repente você percebe que cometeu um erro no trabalho que pode ser muito caro ou constrangedor para o seu negócio. A pessoa com TPB sente essa emoção tão intensa em uma base regular. A maioria das pessoas pode acalmar-se através de tais experiências emocionais dizendo-se que eles vão encontrar uma maneira de compensar o erro ou lembrando-se que é apenas humano cometer erros. A pessoa com TPB não tem essa capacidade de acalmar-se. Um exemplo também pode ser desenhado em um conflito familiar. Todos nós já tivemos momentos em que sentimos raiva contra as pessoas que amamos. Nós normalmente nos acalmamos em tais situações através da elaboração de um plano para ter uma conversa de coração a coração com o membro da família ou por decisão de deixar as coisas acabarem. A pessoa com TPB novamente sente tanta raiva em sua intensidade total e sem ser capaz de acalmar-se através do uso de estratégias de enfrentamento. É o resultado de uma expressão inadequada de hostilidade ou pela atuação dos sentimentos (auto-flagilação, por exemplo).

Intolerância à solidão:

Uma pessoa com TPB geralmente sente-se desesperado com a perspectiva de uma separação – férias de um membro da família ou terapeuta, ruptura de um romance, ou partida de um amigo. Enquanto a maioria de nós provavelmente suporta a ausência de um membro da família, terapeuta ou amigo, a pessoa com TPB geralmente sente pânico intenso. Ela é incapaz de evocar imagens da pessoa ausente para acalmar-se. Ela não pode dizer a si mesma: “Essa pessoa realmente se importa comigo e vai estar de volta para me ajudar.” Sua memória falha nela. Ela só se sente aliviada e cuidada pela outra pessoa quando essa pessoa está presente. Assim, a ausência do outro é vivida como abandono. Ela pode até manter esses pensamentos e sentimentos dolorosos na mente, usando um mecanismo de defesa chamado de dissociação. Este é constituído por um sentimento estranho e perturbador de ser irreal ou separada do corpo.

Pensamento Preto e Branco (pensamento dicotômico):

Junto com os extremos de emoção de extremos de pensamento, a pessoa com TPB tende a ter opiniões extremas. Outros são freqüentemente vistos como sendo ou todas boas ou todas más. Quando a outra pessoa é carinhosa e solidária, a pessoa com TPB a vê mesmo como um salvador, alguém dotado de qualidades especiais. Quando a outra pessoa discorda, ou desaprova, de alguma forma, a pessoa com TPB vê a ele ou ela como sendo maus e indiferentes. A desvantagem está na incapacidade de ver outras pessoas de forma mais realista, como misturas de boas e más qualidades.

Esta revisão das desvantagens das pessoas com TPB é um lembrete de que eles têm uma capacidade diminuída de modo significativo para tolerar o estresse. Portanto, os membros da família podem ajudá-los a alcançar a estabilidade através da criação de um ambiente familiar calmo. Isto significa abrandar e respirar fundo quando surge uma crise em vez de reagir com grande emoção. Isso significa estabelecer metas menores para a pessoa com TPB, de modo a diminuir a pressão que ela está experimentando. Isso significa comunicar quando você está calmo e de uma forma que seja calmo. Isso não significa que as desilusões e desentendimentos devam ser varridas para debaixo do tapete, evitando a discussão dos mesmos. Isso significa que o conflito deve ser abordado de uma forma legal, mas direto, sem uso de comentários mordazes.

4. Manter as rotinas da família, tanto quanto possível. Fique em contato com a família e amigos. Há mais vida do que problemas, então não desista dos bons tempos.

Muitas vezes, quando um membro da família tem uma doença mental grave, toda a família pode tornar-se isolada como um resultado. O tratamento dos problemas pode absorver muito tempo e energia. As pessoas muitas vezes ficam longe dos amigos para esconder um problema que se sentem como estigmatizante e vergonhosa. O resultado desse isolamento pode ser só raiva e tensão. Todo mundo precisa de amigos, festas e férias para relaxar e descontrair. Ao fazer um ponto de ter bons momentos, todos podem esfriar e ver os problemas da vida com a perspectiva de abordagem melhorada. O ambiente doméstico será naturalmente mais calmo. Então você deve ter bons momentos, não só para seu próprio bem, mas por causa de toda a família.

5. Encontre tempo para conversar. Demasiadas vezes, quando os membros da família estão em conflito um com o outro, ou ficam sobrecarregados com a gestão dos graves problemas emocionais, eles esquecem de tirar um tempo para conversar sobre outros assuntos que não a doença. Essas discussões são importantes por vários motivos. A pessoa com TPB geralmente dedica todo seu tempo e energia para sua doença, indo para terapias múltiplas a cada semana, participando do tratamento do dia, etc O resultado é que ela perde a oportunidade de explorar e utilizar a variedade de talentos e interesses que ela tem. Seu senso de auto-identidade é tipicamente fraco e pode ser enfraquecida por este foco total sobre os problemas e a atenção dedicada a ela estar doente. Quando os membros da família tem tempo para falar sobre assuntos não relacionados à doença, que incentivam e reconhecem os aspectos saudáveis de sua identidade e o desenvolvimento de novos interesses. Essas discussões também podem aliviar a tensão entre os membros da família através da introdução de um pouco de humor e distração. Assim, eles o ajudam a seguir a orientação.

Algumas famílias nunca falam desta maneira, e para isso pode parecer antinatural e desconfortável no início. Pode haver uma centena de razões pelas quais não há oportunidade para tal comunicação. As famílias precisam parar e  fazer o tempo. A hora pode ser agendada com antecedência e afixada na porta do frigorífico. Por exemplo, todos podem concordar para jantar juntos algumas vezes por semana com um acordo que não haverá discussão dos problemas e conflitos nestes momentos. Eventualmente, as conversas podem tornar-se hábito e agendamento não será mais necessário.

Gestão de crises

Prestar atenção, mas FIQUE CALMO

6. Não fique na defensiva diante das acusações e críticas.

Mesmo que seja injusto, fale pouco e não lute. Permita-se ser ferido. Admita tudo o que é verdadeiro nas críticas.

Quando as pessoas que se amam ficam com raiva, elas podem lançar insultos pesados em um acesso de raiva. Isto é especialmente verdade para as pessoas com TPB, porque eles tendem a sentir muita raiva. A resposta natural à crítica de que é injusto é a de defender a si mesmo. Mas, como qualquer pessoa que já tentou defender-se em tal situação, sabe que defender-se não funciona. Uma pessoa que está enfurecido não é capaz de pensar através de uma perspectiva alternativa de um modo frio e racional. Tentativas de defender-se apenas poem combustível ao fogo. Essencialmente, a defesa sugere que você acredita que a raiva da outra pessoa é injustificada, uma mensagem que leva a maior raiva.

O que essa pessoa mais deseja é ser ouvido. Claro, ouvindo sem discutir meios de se machucar, porque é muito doloroso reconhecer que alguém que você ama pode se sentir tão ofendido por você. Às vezes as acusações podem ferir, porque elas parecem ser tão francamente falsas e injustas. Outras vezes, elas podem machucar, pois elas contêm algum cerne de verdade. Se você acha que há alguma verdade no que você está ouvindo, admita com uma declaração como: “Eu acho que você está certa. Eu posso ver que eu te machuquei e eu sinto muito. “

Lembre-se que a raiva é parte do problema para as pessoas com TPB. Pode ser que ela nasceu com uma natureza muito agressiva. A raiva pode representar um lado de seus sentimentos, que podem rapidamente inverter. (Veja a discussão do pensamento preto e branco.) Mantendo estes pontos em mente pode ajudá-lo a evitar tomar a ira pessoalmente.

7. atos autodestrutivos ou ameaças de suicídio requerem atenção.

Não ignore. Não entre em pânico. É bom saber. Não guarde segredo sobre isso. Fale sobre isso abertamente com o seu membro da família e com os profissionais

Há muitas maneiras em que a pessoa com TPB e membros da sua família pode ver os problemas que se aproximam.. A pessoa pode falar de querer se matar. Ela pode se tornar isolada. Ela pode se arranhar superficialmente. Alguns pais têm percebido que suas filhas raspam suas cabeça e pintam seu cabelo cor de néon, por vezes, quando estão em perigo. Mais comumente, o que será evidente é não comer ou ter um comportamento imprudente. Às vezes as provas são contundentes – um gesto suicida feito na presença do pai. O problema pode ser previsto quando ocorrem as separações ou férias.

Quando as famílias vêem os sinais dos problemas podem estar relutantes em lidar com eles. Às vezes a pessoa com TPB  vai insistir em que sua família “fique de fora.” Ela pode apelar para o seu direito à privacidade. Outras vezes, há o pavor dos membros da família de falar diretamente sobre um problema, porque a discussão pode ser difícil. Na verdade, as famílias temem pela segurança de sua filha nestas situações porque conhecem os sinais de aviso de problemas com a experiência. Os problemas não são criados por meio de perguntas. Ao abordar comportamentos provocantes com antecedência, os membros da família podem ajudar a evitar mais problemas. Pessoas com TPB geralmente têm dificuldade de falar sobre seus sentimentos e, em vez disso tendem a agir sobre eles de forma destrutiva. Portanto, resolver um problema abertamente investigando isso com sua filha ou se ela falar com seu terapeuta ajuda a lidar com seus sentimentos com palavras ao invés de ações.

A privacidade é, naturalmente, uma grande preocupação quando se está lidando com um adulto. No entanto, o valor de competir nestas situações de perigo iminente é a segurança. Ao tomar decisões difíceis sobre chamar ou não o terapeuta ou chamar uma ambulância, deve pesar mais a preocupação com a segurança contra a preocupação com a privacidade. A maioria das pessoas concorda que a segurança vem em primeiro lugar. Pode haver uma tentação de sub-reagir, a fim de proteger a privacidade do indivíduo. Ao mesmo tempo, pode haver a tentação de reagir de maneiras que dão o reforço a pessoa por seu comportamento. Uma jovem com TPB disse à mãe animadamente durante um passeio de ambulância para um hospital psiquiátrico, “Eu nunca estive em uma ambulância antes!” As famílias devem solicitar um julgamento à sua situação individual. Os terapeutas podem ser úteis na antecipação de crises e estabelecimento de planos que se adaptam as necessidades da família do indivíduo.

8. Ouça.

As pessoas precisam ter seus sentimentos negativos ouvidos. Não diga: “Não é assim.” Não tente fazer o sentimento ir embora. Usando palavras para expressar o medo, a solidão, impotência, raiva, ou necessidades é bom. É melhor usar as palavras do que agir sobre os sentimentos.

Quando os sentimentos são expressos abertamente pode ser doloroso ouvir. A filha pode dizer a seus pais que se sente abandonado ou não amada por eles. Um pai pode dizer a um filho que ele está no fim de sua corda com a frustração. Ouvir é a melhor maneira de ajudar uma pessoa sentimental a se acalmar. As pessoas gostam de ser ouvidas e ter seus sentimentos reconhecidos. Isso não significa que você tem que concordar. Vejamos os métodos de escuta. Um método é permanecer em silêncio enquanto parecem interessados e preocupados. Você pode fazer algumas perguntas para transmitir o seu interesse. Por exemplo, alguém pode perguntar: “Quanto tempo você já se sentiu assim?” Ou “O que aconteceu que desencadeou os seus sentimentos?” Repare que esses gestos e questões implicam acordos de escuta. Outro método de escuta é fazer declarações que expressam que voce realmente o ouviu. Com estas afirmações, você provar que você está realmente ouvindo o que a outra pessoa está dizendo. Por exemplo, se sua filha lhe diz que se sente como se você não a amasse, você pode dizer, mesmo que você está pensando em quão ridículo isso parece, “Você se sente como se eu não te amasse??” Quando uma criança está dizendo a seus pais que ela sente como se ela tivesse sido tratada injustamente por eles, os pais podem responder, “Você se sente enganado, hein?” Observe mais uma vez, essas demonstrações de empatia não implicam concordância.

Não se apresse para discutir com um membro da família sobre os sentimento da pessoa com TPB. Como dissemos acima, tais argumentos podem ser infrutíferos e frustrantes para a pessoa que quer ser ouvida. Lembre-se, mesmo quando ele pode sentir dificuldade para reconhecer os sentimentos que você acredita que não têm base na realidade, ele se machuca para recompensar tal expressão. É bom para as pessoas, especialmente os indivíduos com TPB, para colocar seus sentimentos em palavras, não importa o quanto esses sentimentos são baseadas em distorções. Se as pessoas acham a expressão verbal de seus sentimentos gratificante, eles são menos propensos a atuar sobre os sentimentos de forma destrutiva.

Ao ouvi-los e demonstrar que você os ouviu usando os métodos descritos acima, você ajuda o indivíduo a se sentir um pouco menos solitário e isolado. Tais sentimentos são uma experiência comum, do cotidiano das pessoas com TPB. Os pais geralmente não sabem e muitas vezes não queremos acreditar que sua filha/filho se sinta desta maneira. Os sentimentos se tornam um pouco menos dolorosa, uma vez que são compartilhados.

Os membros da família podem ser rápidos para tentar falar com alguém de fora de tais sentimentos, argumentando e negando os sentimentos da pessoa com TPB. Tais argumentos são bastante frustrantes e decepcionantes para a pessoa com TPB expressar os sentimentos. Se os sentimentos são negados quando se expressam verbalmente, o indivíduo pode ter de agir sobre eles, a fim de obter a sua mensagem transversalmente.

ENFRENTAR PROBLEMAS

Colabore e seja coerente

9. Ao resolver problemas de um membro da família, sempre:

a) envolva o membro da família na identificação do que precisa ser feito

b) pergunte se a pessoa pode “fazer” o que é necessário na solução

c) pergunte se eles querem que você os ajude a “fazer” o que é necessário

Os problemas são melhor resolvidos através da discussão aberta na família. Todos precisam fazer parte da discussão. As pessoas estão mais propensos a fazer a sua parte quando eles são convidados para a sua participação e as suas opiniões sobre a solução são respeitados. É importante perguntar a cada membro da família se ele ou ela se sente capaz de fazer os passos chamados para a solução planejada.

Ao perguntar, você mostra o reconhecimento da dificuldade que aquela tarefa pode ter para a outra pessoa. Isto vai de mãos dadas com o reconhecimento da dificuldade de mudar.

Você pode sentir um impulso poderoso para intervir e ajudar outro membro da família. Sua ajuda pode ser apreciada ou pode ser uma invasão indesejada. Ao perguntar se ele quer sua ajuda, antes de entrar em cena, sua ajuda é muito menos provável de causar melindres. Pergunte antes.

10. Os membros da família precisam agir em harmonia uns com os outros. inconsistências dos pais e conflitos familiares graves podem piorar a situação da pessoa com TPB.

Os membros da família podem ter forte visões contrastantes sobre como lidar com qualquer comportamento determinado em sua relação com TPB. Quando cada um age em seus pontos de vista diferentes, anulam o efeito de cada um dos outros esforços. O resultado típico é uma crescente tensão e ressentimento entre os membros da família, bem como a falta de progresso na superação do problema.

Um exemplo ilustra o ponto. Uma filha freqüentemente chama de casa pedindo ajuda financeira. Ela desenvolveu uma grande dívida de cartão de crédito. Ela quer roupas novas. Ela não foi capaz de economizar dinheiro suficiente para pagar seu aluguel. Apesar de seu constante desejo de fundos, ela é incapaz de assumir a responsabilidade financeira pela estabilização de um emprego ou vivendo com um orçamento. Seu pai expressa uma attitude firme, se recusando a fornecer os fundos, e insistindo para que ela assuma a responsabilidade de tentar resolver o problema sozinha. A mãe, entretanto amolece facilmente com cada pedido e lhe dá os recursos que ela quer. Ela sente que a prestação da ajuda financeira extra é uma forma de aliviar o estresse emocional da filha. O pai então se ressente de desfazer a mãe de seus esforços no limite de ajuste, enquanto a mãe descobre que o pai seja excessivamente duro e acusa-o para o curso de piora da filha. O comportamento da filha persiste, é claro, porque não existe nenhum plano coerente para lidar com a questão financeira. Com algum tipo de comunicação, eles podem desenvolver um plano que prevê um montante adequado de apoio financeiro, que não seria visto como muito duro por parte da mãe, mas não seria considerada excessivamente generosa aos olhos do pai. A filha vai aderir ao plano só depois de ambos os pais aderirem a ele.

Irmãos e irmãs também podem envolver-se nestes conflitos familiares e interfiriem uns com os outros nos esforços em lidar com problemas. Nessas situações, os familiares precisam se comunicar mais abertamente sobre suas visões contrastantes sobre um problema, ouvir umas às outras perspectivas, e, em seguida, desenvolver um plano que todos possam manter.

11. Se você tiver preocupações sobre medicamentos ou intervenções do terapeuta, certifique-se que ambos: os membros da sua família e seu terapeuta ou o médico / entendam o tratameto. Se você tem a responsabilidade financeira, você tem o direito de apresentar as suas preocupações com o terapeuta ou médico.

As famílias podem ter uma variedade de preocupações sobre o uso do seu ente querido a medicação. Eles podem querer saber se o psiquiatra está ciente dos efeitos colaterais que o paciente está experimentando. Podem ver com o psiquiatra porque seu filho está sedado ou ganhando muito peso. Estaria ele ou ela submetendo o paciente ao perigo, ao prescrever medicamentos em excesso? Familiares e amigos podem se perguntar ao médico ou terapeuta sabe o grau de adesão do paciente ou de não-história de abuso de substâncias.

Quando os membros da família têm essas preocupações, muitas vezes eles sentem que não devem interferir, ou é dito pelo paciente a não interferir. Sentimos que, se os membros da família desempenham um papel importante de apoio na vida do paciente, tais como apoio financeiro, apoio emocional, ou pelo compartilhamento de sua casa, eles devem fazer esforços para participar no planeamento de tratamento para aquele indivíduo. Eles podem desempenhar esse papel em contato com o médico ou terapeuta e diretamente expressar suas preocupações. Os terapeutas não podem liberar informações sobre os pacientes que estão com idade acima de 18 anos sem consentimento, mas podem ouvir e aprender com os relatos de familiares próximos do paciente e amigos. Às vezes, eles vão trabalhar com os membros da família ou amigos, mas, obviamente, com o consentimento do paciente.

DEFINIÇÃO DE LIMITE

1.Ser directo, CUIDADO

2. Estabeleça limites, estabelecendo os limites de sua tolerância. Deixe suas expectativas sejam conhecidos em linguagem clara e simples. Todo mundo precisa saber o que é esperado deles.

As expectativas precisam ser definidos de forma clara. Demasiadas vezes, as pessoas assumem que os membros da sua família devem conhecer suas expectativas automaticamente. Muitas vezes, é útil dar-se tais pressupostos.

A melhor maneira de exprimir a sua expectativa é em evitar quaisquer ameaças. Por exemplo, poderíamos dizer, “Eu quero que você tome um banho pelo menos a cada dois dias.” Quando expresso dessa forma, a afirmação coloca a responsabilidade sobre a outra pessoa para cumprir as expectativas. Muitas vezes, nessas situações, os membros da família se sentem tentados a impor uma expectativa anexando ameaças. Quando se sente muito tentado, alguém poderia dizer: “Se você não tomar um banho pelo menos dia sim dia não, vou pedir-lhe para sair.” O primeiro problema com essa afirmação é que a pessoa que faz a afirmação assume a responsabilidade. Ele está dizendo “eu” vou tomar medidas, se “você” não cumprir sua responsabilidade em vez de dar a mensagem “Você precisa assumir a responsabilidade!” O segundo problema com esta afirmação é que a pessoa pode ceder a ameaça, se pressionado. A ameaça torna-se uma expressão vazia de hostilidade. Claro, pode chegar a um ponto em que os membros da família se sentem compelidos a dar um ultimato com a verdadeira intenção de agir sobre ele. Vamos discutir esta situação mais tarde.

13. Não protegem os membros da família das conseqüências naturais de suas ações. Deixe-os a aprender sobre a realidade. Pessoas com TPB podem se engajar em comportamentos perigosos, nocivos. O pedágio emocional e financeiro para o indivíduo e para família pode ser enorme. No entanto, membros da família podem, por vezes, não medir esforços para fazer os desejos do indivíduo, desfazer o dano, ou proteger a todos da vergonha. Os resultados dessas formas de protecção são complexas. Em primeiro lugar, o comportamento problemático deve persistir, porque não se pagou o preço de suas ações ou trouxe a algum tipo de recompensa individual. Em segundo lugar, os membros da família tendem a se tornar furiosos porque eles se ressentem de ter sacrificado integridade, dinheiro e boa vontade em seus esforços de proteção. Neste caso, as tensões no lar aumentam ,embora haja a esperança de que as medidas de proteção foram para evitar a tensão. Enquanto isso, a raiva pode ser recompensada em algum nível para o indivíduo porque faz-lhe o foco de atenção, mesmo que a atenção seja negativa. Em terceiro lugar, o indivíduo pode começar a mostrar esses comportamentos fora da família e enfrentar o maior dano e perda no mundo real do que ela teria enfrentado no ambiente familiar. Alguns exemplos ilustram o ponto.

A filha põe um punhado de comprimidos na boca na presença de sua mãe. A mãe põe a mão na boca da filha para varrer as pílulas. É razoável para evitar danos médicos desta maneira. A mãe, então, considera chamar uma ambulância, porque ela pode ver que a filha é uma suicida e está em risco de prejudicar a si mesma. No entanto, esta opção teria algumas consequências muito negativas. A filha e a família teriam de enfrentar o constrangimento de ter uma ambulância na frente da casa. A filha não quer ir para o hospital e ficaria furiosa e fora de controle, se a mãe chamasse a ambulância. Uma mãe nessa situação seria fortemente tentada a não chamar a ambulância, a fim de evitar a ira da filha e para preservar a imagem da família no bairro. Ela pode racionalizar a decisão de se convencer de que a filha não está em perigo imediato. O principal problema com essa escolha é que ele mantém a filha longe de alcançar ajuda muito necessária em um momento em que ela foi e ainda pode ser suicida. A mãe estaria ajudando a filha na negação do problema. Perícia médica é necessária para determinar se a filha está em risco de prejudicar a si mesma. À medida que ela aumenta, ela pode fazer um gesto ainda mais dramático e enfrentam maiores danos físicos. Além disso, se uma ambulância não for chamada por medo de incorrer em sua ira, ela recebe a mensagem de que ela pode controlar os outros, ameaçando tornar-se irritada

Uma mulher de 25 anos rouba dinheiro de membros da sua família, enquanto está morando com eles. Os membros da família expressam raiva grande para ela e, por vezes, ameaçam pedir a ela para sair, mas nunca tomar qualquer ação real. Quando ela pede emprestado o dinheiro, eles dão o empréstimo, apesar do fato de que ela nunca retribui a esses empréstimos. Eles temem que, se não emprestarem o dinheiro, ela pode roubá-lo de alguém fora da família, levando a problemas legais para ela e humilhação para todos os envolvidos. Neste caso, a família tem ensinado a filha que ela pode fugir com o roubo. Ela, essencialmente, chantageou-os. Eles dão a ela o que ela quer, porque eles estão vivendo com medo. O comportamento da filha é muito provável que persistirá enquanto não há limites definidos no mesmo. A família poderia deixar de protegê-la, insistindo em que ela se mova para fora ou parando de dar empréstimos. Se ela roubar alguém fora da família e enfrentar as consequências jurídicas, esta pode vir a ser uma valiosa lição sobre a realidade. conseqüências legais podem influenciá-la a mudar e, posteriormente, a funcionar melhor fora da família.

Espero que você tenha um ótimo dia =)

Beijos me “e-mail” =)

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24 respostas em “Como lidar com uma pessoa amada que tem o TPB

  1. Oi Bruna e Grace, vcs salvaram um borderline de ser abandonado pela esposa :-)
    Após 12 anos de casada, descobri que o “mau gênio” e os impulsos do meu marido são consequência de uma doença (nem ele sabia e ainda tem dificuldade em aceitar). Procurei uma psiquiatra para me orientar e ela me deu o telefone de seu advogado (especialista em divórcio) e me aconselhou a voltar para o Brasil com o meu filho e cortar qualquer tipo de contato com o meu marido e com a sua família (o meu sogro tbm é borderleine em tratamento e a minha sogra esconde os fatos até dos filhos tbm com sintomas). A médica (europeia) me perguntou como pude ter ficado tanto tempo casada com um “anormal”. Essa “profissional” me explicou que esses pacientes são irrecuperáveis, sujeitos aos mais bizarros vícios e compulsões, que transformam a vida das pessoas ao seu entorno num inferno e que é impossível ser feliz ao lado deles… Ela me disse tbm… Pasmem: Que marido não é parente, portanto eu não deveria tentar entender nada, nem conviver com esse problema. Fiquei muito mal, chorei três dias sozinha, perdi a fome, o sono e a força pensando que havia descoberto um monstro. Estava com medo e decidida a vender o meu carro para voltar para o Brasil deixando casa, trabalho e o “monstro” para trás antes de ser devorada por ele. Felizmente descobri os seus vídeos depois de haver pesquisado muito e lido tantos textos estigmatizadores. Quando assisti aos vídeos da Grace, cheios de emoção, de sinceridade e dor me comovi e consegui me colocar no lugar de um borderline por um momento. Claro que apesar de ser sensível, jamais poderei sentir com a mesma intensidade, mas pensei: E se a doente fosse eu? Agora posso compreender as suas dificuldades e um pouco do seu desequilíbrio. Lógico que ainda tenho mágoa do meu marido e muita dificuldade para perdoar tudo o que ele fez, mas ouvindo vcs percebi que tbm são humanos como eu e aquela psiquiatra que discrimina seus próprios pacientes e não acredita na melhora deles. Pensei muito e graças a vocês estou disposta a apoiar o meu marido no seu tratamento e trabalhar no nosso relacionamento para facilitar a convivência em família. Afinal de contas tivemos mais momentos felizes que infelizes em família e ele foi o melhor pai que eu já vi e quase sempre um marido excelente. Eu sempre o admirei por isso. Para terminar esse depoimento, gostaria de pedir aos familiares e amigos de um borderline que tentem agir com o coração e se colocar no lugar do outro. Por favor antes de odiar e abandonar um borderline se informe, procure ajuda profissional para vc tbm e deixe o preconceito de lado. Lembre-se, a vida é curta. Viva o dia de hoje. Tente fazer o melhor hoje. Se o seu parente estivesse com câncer você o abandoraria? Então, ele não tem culpa de ser borderleine, nem você. Mas com tratamento, terapia, informação e muito amor é possível levar uma vida quase normal… NORMAL!!! O que é normal? Quem é normal?

    • Estou me vendo em seu depoimento com a diferença de quem é border é minha esposa. Mas quanto a tudo o que você exprimiu não é nada diferente do que já passei e estou passando. Como só agora descobri e como gosto muito dela chequei a conclusão de que sou eu quem tem de mudar para poder ajudá-la e assim conviver com minha família com um pouco mais de paz. Sei que é muito difícil pois tem momentos que sabemos suportar mas em outros fica muito difícil o auto-controle quando você é hostilizado, humilhado e injustiçado. Mas quando se ama verdadeiramente, a gente esquece da gente para dar mais atenção ao outro. É isso…

  2. Ai, Bruna, obrigada por compartilhar esse artigo com a gente.

    Primeiramente, uma pergunta: Como os borderlines se sentiriam se fossem tratados assim?
    Eu, como borderline, ia odiar muito algumas coisas que são propostas nesse texto. Mas sinceramente entendo cada dica dada e concordo com elas.

    Em segundo lugar, Fernanda, parabéns por tomar essa escolha de ajudar seu marido a se entender melhor e buscar viver com o transtorno. Não é fácil, mas te garanto que é muito melhor do que viver a vida fugindo a cada preconceito que encontra. Essa “profissional” que te atendeu é uma ____________(escolha um palavrão bem feio e coloque aqui), viu?

  3. Bruna, Taís ;
    Tenho acompanhado c/ interesse tudo o que diz repeito às questões levantados sobre BPD pq. tenho familiar próxima com estas caracterísitcas. Ocorre que ela se nega a aceitar sua condiÇão até pq. tivemos uma mãe com este diagnóstico.
    A meu ver só o fato de vocês admitirem a doença, participarem deste nível de discussão, ajudando a outros, significa que vocês superaram o problema. Estou errada?

    • Oi Eliane, tudo bem?

      Acho que a resposta não seria tão simples. Vamos por partes. O fato de uma pessoa ter consciência de que tem um transtorno emocional, não significa que ela entenda as causas dos seus sintomas ou os processos mentais que que a fazem sentir, pensar e se comportar de determinada maneira. Bom, agora imaginemos que a pessoa tenha consciência também desses processos e das causas, ainda assim, não necessariamente ela irá melhorar somente por esse conhecimento. Conhecimento não significa desaparecimento dos sintomas. Muitas pessoas com TPB, inclusive eu, sei como funciona minha cabeça, sei que distorço a realidade em alguns momentos, mas ainda assim nem sempre consigo reverter meu pensamento, ou seja, o fato de conhecer o transtorno não faz com que eu deixe de tê-lo.Fazendo uma metáfora como exemplo: quase todas as pessoas sabem os malefícios do cigarro, sabem que estão encurtando suas vidas e que aumentam de forma significativa o risco de uma série de doenças, ainda assim muitos não conseguem parar de fumar. E não podemos simplificar usando o senso comum de que é falta de “força de vontade”. Agora vamos pensar numa pessoa com TPB e levar em conta que esse indivíduo, por uma série de fatores tem uma dificuldade enorme de manter a resistência e a determinação. Superar as dificuldades que temos é muito mais um exercício mental diário que exige esforço e perseverança.
      Um abraço,

      Bruna

      • Bruna,
        Concordo com vc., mas ter a consciência efetiva do TPB é um passo fundamental para o tratamento . Se não se reconhece a questão, todo e qq. possibilidade de tratamento vai ser um fracasso, pois os TPB acham literalmente que o” inferno são os outros”.

  4. Eu faço tratamento para ‘oscilação de humor ciclotímica’, apesar de nenhum psiquiátrica se dignar a explanar algo sobre isso. Sei que sinto coisas inexplicáveis, muito além de alterações de humor sem hora marcada e várias ao mesmo dia. O fato é o que sinto como afeto mesmo por dentro desde muito nova. Comecei sendo uma criança muito frágil e delicada, que tinha medo que a mãe encolhesse no centro da cidade e eu ficasse sozinha, tinha pavor de pátios escolares, e chorava muito pedindo aos meus pais para que morressem depois de mim. Meu tio era pedófilo, mas eu o amava muito porque guardava cada rabisco e desenho meu desde que eu tinha cinco anos de idade. Então, quando eu tinha uns oito anos, me recordo dele me colocar no colo e movimentar o joelho entre minhas pernas de um jeito estranho, ao passo que sua expressão de desfigurava também, e eu ficava confusa. Quando meus pais se separaram minha mãe teve transtorno bipolar e quebrava janelas, deixava a casa nojenta e não nos via, além de falar com seres que ela via (ela chegou a ter surtos psicóticos), e eu passei a sentir uma raiva descontrolada que eu só aliviava dizendo coisas que até hoje me machucam.. Meu pai teve um caso e simplesmente não aparecia em casa. Fomos morar com minha avó, que me chamava de animal por causa do meu temperamento. Depois, fui morar com meu pai, mas a nova esposa dele não me aceitou. Segue-se um longo trecho até meus 21 anos quando comecei a sentir coisas estranhas além da raiva que já conhecia. Comecei a ter sensações que para explicar preciso de algumas metáforas. Passei muito tempo sentindo tudo isso. Vim morar com um rapaz noutro estado. Ingeri uma sobrecarga de lorazepans no final do ano passado e fui parar na UTI. quando me deprimo ou fico ansiosa eu o frustro muito, porque ele também foi vítima de violência física dentro de casa, juntamente com a mãe e os irmãos, e ele acaba projetando o pai em mim, o que me faz mal e traz de volta vários estigmas que caíram sobre mim ao longo da vida por causa da minha irritabilidade/agressividade. Ontem me cortei com gilete no banheiro, após outra discussão porque eu chorei mais cedo porque estou em depressão e, por mais que o tenha feito escondida, eu o ouvi dizendo coisas grosseiras sobre isso, e me feriu muito. Daí, conversamos e brigamos. várias coisas vieram à tona. Ele nunca admite que tenho um problema. Ele diz que é uma escolha racional, que uso isso para punir e manter tudo sobre o meu controle, o que só acaba por me ferir mais. Por fim, me calei e fiquei num estado de imobilidade mórbida sentada na cama, enquanto ele me dizia que deseja que eu tenha úlcera e sinta meu estômago correr forte por dentro. Aquilo me doía tanto, por eu pensar que ele nunca conseguiu entender que eu sinto muita dor o tempo todo, e é por isso que eu choro sem motivo aparente, é por isso que sinto coisas inadequadas, que levantei, peguei minha caixa de medicamentos, um copo de água e um prestobarba e fui ao banheiro enquanto ele roncava. fiz tudo bem discretamente. Ele veio atrás de um jeito falso dizendo que se fosse um filho da puta não iria nem sequer levantar da cama para ver o que eu estava fazendo. Entreguei os medicamentos. esperei ele se deitar denovo. e fui me cortando no braço esquerdo. a gilete estava ruim. eu não queria me machucar pra valer… só me lembrava da enfase que ele dava para a dor de estomago dele, e a minha dor ali sempre ali, tendo como resposta que eu frustro, que nada me satisfaz, que eu não quero ser feliz, que eu escolho me sentir assim… Nunca houve ouvidos nas orelhas ao meu redor… Ele liga para a mãe ciumenta e consolida que eu sempre serei assim. Mereço ficar aqui, nesse estado onde não tenho nada, nem forças até ele poder me devolver parte do meu dinheiro para eu ter paz e sair de perto dele. Perto dele eu não consigo mais me mover. Fico até sem ir ao banheiro. Me sinto uma falha albina.

  5. Eu faço tratamento para ‘oscilação de humor ciclotímica’, apesar de nenhum psiquiátrica se dignar a explanar algo sobre isso. Sei que sinto coisas inexplicáveis, muito além de alterações de humor sem hora marcada e várias ao mesmo dia. O fato é o que sinto como afeto mesmo por dentro desde muito nova. Comecei sendo uma criança muito frágil e delicada, que tinha medo que a mãe encolhesse no centro da cidade e eu ficasse sozinha, tinha pavor de pátios escolares, e chorava muito pedindo aos meus pais para que morressem depois de mim. Meu tio era pedófilo, mas eu o amava muito porque guardava cada rabisco e desenho meu desde que eu tinha cinco anos de idade. Então, quando eu tinha uns oito anos, me recordo dele me colocar no colo e movimentar o joelho entre minhas pernas de um jeito estranho, ao passo que sua expressão de desfigurava também, e eu ficava confusa. Quando meus pais se separaram minha mãe teve transtorno bipolar e quebrava janelas, deixava a casa nojenta e não nos via, além de falar com seres que ela via (ela chegou a ter surtos psicóticos), e eu passei a sentir uma raiva descontrolada que eu só aliviava dizendo coisas que até hoje me machucam.. Meu pai teve um caso e simplesmente não aparecia em casa. Fomos morar com minha avó, que me chamava de animal por causa do meu temperamento. Depois, fui morar com meu pai, mas a nova esposa dele não me aceitou. Segue-se um longo trecho até meus 21 anos quando comecei a sentir coisas estranhas além da raiva que já conhecia. Comecei a ter sensações que para explicar preciso de algumas metáforas. Passei muito tempo sentindo tudo isso. Vim morar com um rapaz noutro estado. Ingeri uma sobrecarga de lorazepans no final do ano passado e fui parar na UTI. quando me deprimo ou fico ansiosa eu o frustro muito, porque ele também foi vítima de violência física dentro de casa, juntamente com a mãe e os irmãos, e ele acaba projetando o pai em mim, o que me faz mal e traz de volta vários estigmas que caíram sobre mim ao longo da vida por causa da minha irritabilidade/agressividade. Ontem me cortei com gilete no banheiro, após outra discussão porque eu chorei mais cedo porque estou em depressão e, por mais que o tenha feito escondida, eu o ouvi dizendo coisas grosseiras sobre isso, e me feriu muito. Daí, conversamos e brigamos. várias coisas vieram à tona. Ele nunca admite que tenho um problema. Ele diz que é uma escolha racional, que uso isso para punir e manter tudo sobre o meu controle, o que só acaba por me ferir mais. Por fim, me calei e fiquei num estado de imobilidade mórbida sentada na cama, enquanto ele me dizia que deseja que eu tenha úlcera e sinta meu estômago correr forte por dentro. Aquilo me doía tanto, por eu pensar que ele nunca conseguiu entender que eu sinto muita dor o tempo todo, e é por isso que eu choro sem motivo aparente, é por isso que sinto coisas inadequadas, que levantei, peguei minha caixa de medicamentos, um copo de água e um prestobarba e fui ao banheiro enquanto ele roncava. fiz tudo bem discretamente. Ele veio atrás de um jeito falso dizendo que se fosse um filho da puta não iria nem sequer levantar da cama para ver o que eu estava fazendo. Entreguei os medicamentos. esperei ele se deitar denovo. e fui me cortando no braço esquerdo. a gilete estava ruim. eu não queria me machucar pra valer… só me lembrava da enfase que ele dava para a dor de estomago dele, e a minha dor ali sempre ali, tendo como resposta dele que eu frustro, que nada me satisfaz, que eu não quero ser feliz, que eu escolho me sentir assim… As orelhas ao meu redor nunca tiveram ouvidos.http://desertovermelho.blogspot.com.br/

  6. Excelente texto, com sugestões muito úteis.
    Entretanto, gostaria de fazer algumas perguntas, esperando ser orientada.
    Como discordsar de um boderline, e como pedir algo, sem que ele se sinta agredido ou cobrado?
    Meu marido está em outra cidade. Mando-lhe emails e ele não responde. Se peço-lhe que me dê notícias ele se sente cobrado, por qualquer demanda.
    Como discordar? Como expressar esta discordância e falar de suas expectativas e sentimentos, sem ser mal interpretada e agradida?
    Muito obrigada,
    Maria do Carmo

  7. Primeiramente Parabéns pelo blog. Sou Eric e gosto muito de uma menina que foi diagnosticada com TPB. Já namoramos e foi muito complicado conviver com ela nos primeiros meses, já que não sabíamos do transtorno e eramos mais jovens do que somos. Depois de muitas idas e vindas terminamos o namoro, ficamos um tempo sem se falar e quase reatamos agora, porque eu também tenho TOC, só que o meu é por causa do uso abusivo de drogas. Estou em tratamento assim como ela e depois que sai da minha internação nós tivemos uma conversa super legal onde eu senti que foi muito honesta. Mas infelizmente, ou felizmente, não sei bem ao certo ainda não quis reatar um relacionamento sério, pois ela sabe que tem dificuldades de lidar com seu humor. Enfim, hoje mantenho contato com ela, pois os pais dela são amigos do meu pai. E não só por isso, porque gosto dela também e a aceito como ela é e faço questão de estar do lado dela caso ela precise de mim. Mas assim, eu tenho certas dúvidas como por exemplo: agora ela tá com 19 anos, faz 1 e pouco que foi diagnosticado o TPB, quero saber com quantos anos foi disgnosticado pra vocês, e quanto tempo levou para que vocês tivessem uma consiência plena da situação? Tenho percebido que a batalha com o selfish é diária, e gostaria de saber também qual foi a atitude que mais influenciou na superação mais eficaz do problema? Eu admiro vocês muito e torço bastante pra recuperação de vocês. Com carinho. E obrigado pelo blog.

  8. Estou descobrindo agora que sou um TPB, Tive vários problemas e não imaginava que eu fosse doente. Estou muito confusa, me afastei de várias pessoas e está sendo dificil encarar tudo. Meu namorado me deixou dps de uma crise. Ele disse que entende a doença mas não aceita meu comportamento. Acho que ele não me ama mais. Me sinto sozinha e gostei muito de encontrar esse blog.
    Desejo uma ótima noite a todos e que a vida possa ser mais colorida para todos nós, de hoje em diante. E que as pessoas entendam de verdade que não controlamos determinadas condutas.
    Beijos!

  9. Para os familiares que tem vontade de trocar experiência com outras famílias que passem pela mesma situação. Eu gostaria de lhe informar que existe um projeto novo no Brasil, chamado Conexões Familiares que visa o atendimento aos familiares de pessoas com desregularem emocional ou Borderline.
    Esse projeto foi Criado pelo Dr. Alan Fruzzetti e pela Dra. Perry Hoffman, do National Education Alliance for Borderline Personality Disorder (NEA – BPD), nos EUA, o Programa “Conexões Familiares” é baseado na Terapia Dialética Comportamental e visa melhorar as condições do familiar para que possa conviver melhor com a pessoa de desregulagem emocional.

    O curso para o programa foi realizado e orientado pela equipe do Dr. Allan Fruzetti, no mês de Julho na Universidade de São Paulo – USP, que capacitou coordenadores para iniciar o projeto no Brasil, que tem o diferencial de ajudar os familiares de pessoas com sintomas relacionados ao Transtorno de Personalidade Borderline – TPB, Transtornos de Humor ou Transtornos de Abuso de Substâncias).

    O Projeto terá 12 encontros, realizados uma vez por semana e com apoio de uma apostila.O Programa é conduzido por familiares treinados e tem apresentado comprovada eficácia, de acordo com estudos científicos apresentados pelo NEA – BPD

    Abaixo mando o link com as informações sobre as pesquisas realizadas nos Estados Unidos.http://www.borderlinepersonalitydisorder.com/family-connections/

    Por fim, caso queria participar desse projeto que será realizado pela Sociedade Paulista de Psicanálise, (11) 5539-6799 http://www.sppsic.org.br
    Espero ter ajudo.

  10. Bruna,tambem adorei o seu blog!
    tudo isso é muito novo pra mim, até pouco tempo atras não sabia da existencia desse transtorno
    mesmo lendo tudo isso e todas as historias ainda preciso de ajuda. namoro com uma garota e ela me confessou ser tpb.no começo não acreditei mas falei com a mãe dela e ela me confirmou. diz que descobriu ter.a doença aos 17 anos, hoje ela tem 23.
    O mais frequente nela mesmo é a raiva e as ofensas que ela me faz, que são pesadas e me machucam muito. recentemente ela tomou varios remedios quando estava sozinha em casa,ficou caida no chão . o problema é que eu sou uma pessoa grossa e não tenho paciencia com nada. antes eu tinha vontade de abandona-la sempre mas agora que tenho consciencia de que é uma doença,eu quero me esforçar para ajudar mas não sei o que fazer.
    ela se nega a se tratar, diz que os remedios a vão deixar lesada e pergunta se é isso o que eu quero
    me ajuda por favor
    Beijos

  11. Olá, venho aqui pedir um conselho a vocês do Blog. Bem, não sou eu quem tem esse transtorno, mas uma pessoa muito querida pra mim, uma colega. Nos conhecemos há um ano atrás e em Março do ano que vem fará dois anos. Ela é um exemplo classico de border, e durante esse tempo, brigamos muitas e muitas vezes, mas também tivemos momentos bons, de risos, como eu sempre tentei fazê-la rir. Nos conhecemos pela internet, porém, mês retrasado, nos conhecemos pessoalmente, numa festa. E sempre tivemos uma relação assim: briga, reconciliação , briga, reconciliação e por aí vai… mas acontece, que ela é uma pessoa incrível, apaixonante mesmo, todo mundo gosta dela, mas acho que poucos são os que sabem desse problema dela… não moramos próximas, mas temos contato (pelo menos, na maior parte do tempo quando não brigamos), e eu acabei gostando muito dela, mesmo, mesmo. Não consigo, não posso e não quero abandoná-la… e somos hetero. Comecei a ficar muito próxima dela, sem saber! Acabei gostando muito mesmo. E agora, não posso abandoná-la, não porque ela é “doente”, mas porque eu realmente sou leal às pessoas… e ela já me disse algumas vezes que gosta de mim e tal, mas quase sempre brigamos. E sei que esses acessos de raiva que ela tem, não são porque ela quer, mas porque ela tem muitos problemas, preocupações, tristezas, eu a entendo. Eu faço coisas por ela que acho sinceramente, que não seria qualquer um que faria, do tipo, depois de tantas e tantas brigas, sempre corri atrás dela, estou sempre disposta a ouvir os problemas dela, porém, é dificil ela contar. Sei que muitas vezes ela fala coisas porque está tendo um acesso de fúria, sem querer. Mas acho que o que me magoa mesmo na nossa “amizade” é que ela parece não confiar muito em mim, digo no meu esforço, no que sou capaz por ela… sei que não será eu que vou curá-la disso, até porque eu não sou médica, não sou curadeira, não sou nada disso, só sou uma amiga dela, e sempre serei… já vi aqui na internet, varios comentarios do tipo: “uma relação com um border é algo muito desgastante mesmo, precisa-se de MUITA paciencia, blá, blá (…)” e estou disposta a tudo isso por ela, porque um dia, apesar dela ter esse problema, ela me tirou de uma depressão profunda! Só me dando apoio, atenção e etc. E aí é que tá o problema, o que eu devo fazer? Algumas pessoas já me disseram “Ah, esquece ela, você não tem futuro com uma amizade dessas, você não é medica, não vai cura-la”, “você só vai ganhar dor de cabeça com uma garota dessas”, “CAIA FORA” e etc, mas sou incapaz de fazer isso, eu nunca abandonaria uma pessoa que eu gosto muito e que ainda por cima, tem um problema desses… Aliás, eu só fui desobrir hoje, que no passado, eu tive Transtorno de personalidade de Esquiva, e foi minha propria psicologa que me contou isso. Hoje, já não tenho mais, talvez tenha só um pouco, porque eu ainda tenho medo de sair para certos lugares, de passar vergonha, de ser repreendida e etc, mas não sou tão timida quanto antes, acho que realmente me livrei disso. Acho que no fundo, eu sempre soube que ela tinha um problema, pois depois de tantos acessos de raiva, eu sempre voltava a falar com ela… eu realmente não sei mais o que fazer, não vou mentir, estou um pouco desgastada sim, mas eu não quero que ela saia da minha vida, tenho muito medo disso… ela vive dizendo que encontrarei amigos melhores que ela, que eu mereço gente melhor e etc, mas eu não me importo com isso, eu só quero o bem dela, não me importo se não nos tornamos AMIGAS um dia, tenho outras pessoas na minha vida especiais, mas ela é unica pra mim. E parece que ela nunca entende isso, que ela não acredita no carinho que dou ela. Ah é, eu estou sempre dando muito apoio a ela, muito mesmo, carinho, conselhos quando posso, mas parece que nada disso é bom para ela… O que devo fazer? Não me digam para abandoná-la que eu não vou fazer isso, nunca. Ah e esqueci de falar que a família dela é cheia de ignorantes, que se ela contasse a familia dela o que ela tem, o que pensa, entre outras coisas, eles iriam feri-la com palavras e talvez a achariam louca. Eu sempre tentarei ter muita paciencia com ela, mas quero vê-la feliz, não quero vê-la assim, deixando a vida passar…o que posso fazer? Como faço para melhorar a situação dela? Como faço para deixa-la feliz? Ah é, eu estou sempre me esforçando muito para não “errar” com ela, estou sempre tentando deixa-la aliviada disso. Imaginem: 1 ano, me esforçando incansávelmente para ajudar… e pretendo continuar assim, se Deus quiser…

    • Ah, e esqueci de dizer, foi ela quem me contou que tem isso, e já faz um tempinho que ela me disse que iria procurar um medico. Mas nunca procurou… e nem sei como dizer a ela para procurar e tal…

  12. Bruna,
    Li os sintomas sobre o borderline e fiquei assustada. Meu filho sempre apresentou oscilação de humor, e agora, aos 16 anos tornou-se rebelde e agressivo. Me diz coisas terríveis, que machucam a minha alma. Hoje ele apareceu todo lapeado, alegando ter ido buscar a bola que caiu no mato. Alguns ferimentos aparentam ser de mato, mas a grande maioria demonstram auto-flagelo. Fique sem chão. Fui procurar informações e vi um site sobre distúrbios mentais que apontavam muitos sintomas de seu comportamento. Ele terminou um namoro ontem e creio que sua atitude foi por conta de não saber lidar com esse sentimento. Resolvi pesquisar mais e cheguei ao seu blog. Preciso de ajuda, não sei como agir com ele. O que devo fazer? Socorra-me!

  13. Obrigada pelo seu artigo. Meu conjuge apresenta esses traços e se recusa tratar. Nossa vida tem sido um inferno e ambos sofremos muito mesmo. Agora que descobri que ele esta realmente doente, vejo como sofre…e sofre mesmo, mas as agressoes são quase insuportáveis. Vou pensar em tudo isso, mas muito obrigada mesmo

  14. minha filha amada, hoje com 25 anos, casada pela segunda vez, morando no Canadá foi diagnosticada no inicio desse ano como borderline, iniciou um tratamento que foi abruptamente interrompido em razão de uma gravidez desejada. Apesar de admira-lá bastante por saber usar sua grande inteligência e sabedoria em momentos cruciais ela sempre desconfia da minha sinceridade. Nao poderei colocar em detalhes, mas sei que concorri para que ela desenvolvesse essa síndrome e sempre que tento resgatar sua amizade de volta, ela me acusa de arrogante, falsa e sem humildade. Cada dia mais percebo que discutir nao leva a nada. Procuro me comportar com dignidade e me manter serena e em oração diante de seus violentos arroubos. Limito-me a aceitar que colho o que plantei mesmo inadvertidamente. Agora serei avó e meu amor de mae encontra-se multiplicado. Nao encontrei matéria sobre borderline e gravidez. Sinto muita culpa por ter sido incompetente na orientação emocional de minha filha e varias vezes penso em me retratar cuidando dela pelo resto de minha vida. Quando soube do diagnostico pude mensurar o amor que tenho por ela. Minha filha borderline tem seus momentos insuportáveis, mas, quando consegue se controlar ou quando se sente aconchegada, é a melhor companhia do mundo!

  15. Olá! Estou a viver uma situação de separação do meu marido ele é um borderline. Tem o perfil completo à excepção de se automutilar.
    Esteve preso por narcotráfico e tem a convicção que eu o trai enquanto esteve preso. Tem feito de mim gato sapato e eu tenho medo dele, mas o amo muito, acho mesmo que tenho uma doença por ser viciada nele.
    Saiu de casa à 1 mês e anda a drogar-se com outra mulher.
    Tenho 2 filhas e ontem ele acabou tudo comigo pelo telefone.
    Estaria disposta a dar a minha vida por ele, mas não sei como lidar com isto. De repente parece que se fez luz, mas sinto que vivi 10 anos com uma pessoa que não conhecia e nunca entendi porque me fez tanto mal.
    Quero muito ajuda-lo e ter a família feliz com que sempre sonhei.
    Será que me podem ajudar a salvar a minha família e o meu marido?

  16. BODERLINE UMA COISA NOVA EM MINHA VIDA, NUNCA PENSEI QUE UM DIA ISSO FIZESSE PARTE DA MINHA VIDA, TENHO UMA FILHA DE 18 ANOS, QUE AO COMPLETAR 15 ANOS MUDOU DE COMPORTAMENTO, MINHA MÃE E EU TIVEMOS UM ACIDENTE, MINHA MÃE FICOU ACAMADA, O NAMORADO ACABOU O NAMORO, 2 TIOS MORRERAM DE CANCER, O PAI DEU UM SUMISSO…HÁ UM ANO FUI OPERADA DO CORAÇÃO, DESDE QUE SAI DO HOSPITAL NÃO TENHO PAZ…SURGIRAM VARIOS PROBLEMAS, ELA SISMOU DO PADRASTO, SENTE-SE CULPADA PELA PERDA DO CARRO DO PAI DO NAMORADO, EU MUDEI DE CASA COM O MEU MARIDO E OS MEUS 2 FILHOS. ELA PASSOU A ME AGREDIR COM PALAVRAS…ESTOU VIVENDO COM SE ESTIVESSE PISANDO EM OVOS…AJUDE-ME.

  17. Bruna e Vêronica espero mais textos de vocês, porque saõ muitos úteis a todos. Por exemplo sou Border mais nunca conheci outro border também, por isso sua informações são importantes.Um abraço e espero que clinicamente estejam tudo bem com vocês,

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